Eu te segui nas tuas redes sociais, visualizei teu status inúmeras vezes, curti as tuas últimas postagens, e não, não me pergunte porque fiz isso. Não me pergunte pois não vou saber te responder e não quero te decepcionar. Não me pergunte pois sou incapaz de mentir para você e dizer “por amizade”. Não é por amizade e nós dois sabemos disso. Mas nós dois também sabemos que voltar já não é mais opção.
Muitas coisas mudaram, é. Eu sinto como se fosse a única a estar presa nesse estado mental onde dar um passo para frente é o mesmo que dar dois para trás. Sinto como se cada átomo meu estivesse conectado ao seu, mas ainda sim, tu não precisas mais de mim.
Você balanceou essa equação sem sequer precisar de mim e eu precisei ir. Sei que não devo me culpar mas, mesmo assim o faço. Eu e minha mania de tentar apagar as coisas ruins com algumas boas e jogar toda bagagem encima das minhas costas.
Você me conheceu melhor que ninguém e, como em uma via de mão dupla eu me entreguei como nunca havia me entregado a alguém. Mas você me perdeu, você acumulou minha bagagem pesando meu emocional, pensando minha coluna até meus joelhos bambearem. E eu cai.
Desculpe, mais aos poucos estou esticando e preciso fazer isso sozinha. Eu quero e não te quero, e no fundo é só mais um medo de se machucar novamente. Desculpe por aparecer do nada. É que você ainda está vivo em mim.